O básico sobre lápis de grafite para desenho

ps.: estou migrando pra cá alguns conteúdos do meu antigo blog, que tinha uma sessão de dicas de desenho e materiais artísticos. Espero que ainda seja útil e que incentive quem tiver vontade de começar (ou recomeçar) a desenhar. :)

Acho que o nosso primeiro contato com o desenho acontece através de suas ferramentas mais básicas: lápis e papel. Mas, como nada é óbvio nesta vida, vim aqui apresentar o básico sobre esse material que você, obviamente, já conhece — mas talvez não saiba sobre todas as suas variedades.

Você já deve ter reparado nas letrinhas e números gravados na ponta dos lápis. Sabe o que esses códigos significam?
O miolo dos lápis de grafite (também conhecido como “mina de grafite”) é composto por uma mistura de argila e grafite. Quanto maior a quantidade de argila na mistura, mais duro e mais claro será o traço do lápis; quanto maior a quantidade de grafite, mais macio e escuro ele se torna.

Os lápis de grafite são classificados de acordo com sua dureza (hard) e a intensidade da cor (black). Essa classificação, que se tornou um padrão internacional, foi criada por Lothar Faber no século XVIII e vai de 10H a 10B (algumas marcas oferecem uma gradação ainda maior):

10H, 9H, 8H, 7H, 6H, 5H, 4H, 3H, 2H, H, HB, F, B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B, 9B, 10B.

O lápis HB (hard & black) possui uma consistência intermediária e é o mais utilizado para escrita. Já o F (fine) tem um traço fino e resistente, ideal para desenhos técnicos que exigem precisão.

Existem também os lápis integrais, que nada mais são do que a mina de grafite pura, revestida por uma fina camada de verniz. Além de terem uma durabilidade muito longa, são excelentes para fazer decalques e cobrir superfícies de maneira uniforme. Geralmente, são encontrados em uma gradação menor.

Mas calma! Você não precisa montar uma coleção completa de lápis para começar a desenhar. Na próxima vez que for a uma papelaria ou loja de materiais artísticos, teste alguns modelos e veja quais se adaptam melhor às suas necessidades.

Em geral, eu recomendo montar um kit básico com quatro ou cinco opções (por exemplo: H, B, 2B, 6B e 9B) para que você tenha uma boa variedade de traços e tons para treinar.

Não se preocupe em ter todos os lápis do mundo — com um kit básico, você já está pronto para explorar diferentes texturas, intensidades e técnicas no seu desenho. O mais importante é experimentar, observar os resultados e, claro, se divertir durante o processo.

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